Transparência: o que vemos, o que não vemos, e o que é seu

A pergunta mais honesta que um cliente nos faz é: "vocês vão bisbilhotar tudo o que eu faço?" É uma boa pergunta, e ela merece uma resposta que dê para conferir — não uma promessa. Esta página existe para isso: dizer o que a nossa operação enxerga, o que ela não enxerga, por que não conseguiria enxergar mesmo se quisesse, e como você verifica cada uma dessas afirmações.

1. O monitoramento 2. O seu backup e a chave 3. O celular 4. O que ainda não está pronto

1. O monitoramento

Começando pelo que não vemos

É o mais importante, então vem primeiro. A nossa operação de segurança não tem — e não é uma questão de política interna, é de construção:

Isto nós não vemosPor que não conseguimos ver
O conteúdo dos seus documentos, planilhas, e-mails e mensagens O agente que roda no computador só lê fontes que a gente lista uma a uma na configuração dele — registros de autenticação, de auditoria do sistema, do sistema de pacotes. Nenhuma dessas fontes é uma pasta sua, uma caixa postal ou um arquivo de trabalho. Não há linha de configuração que aponte para lá.
Suas teclas digitadas, sua tela, sua câmera, seu microfone, sua área de transferência Não existe nenhum módulo de captura desse tipo no que instalamos. Nós procuramos por todos esses termos na configuração inteira: as únicas ocorrências são regras de verificação — checar, por exemplo, se a câmera está bloqueada na tela de bloqueio do computador. Verificar não é capturar.
Sua localização Nem o computador nem os aplicativos de celular pedem permissão de localização. No Android e no iPhone, sem essa permissão o sistema operacional simplesmente não entrega o dado — não é promessa nossa, é o sistema que impede.
O seu histórico de navegação com o conteúdo das páginas Não lemos o navegador. Na rede, vemos metadado (ver adiante) — nunca o conteúdo da página.
O tráfego da sua rede gravado (captura de pacote) A gravação de pacote está desligada na configuração do sensor, e a saída que alimenta a nossa central é montada de propósito sem conteúdo: sem corpo de pacote, sem corpo de requisição, sem pacote marcado. Conferimos no armazenamento: a contagem de eventos que carregam conteúdo de pacote é zero.
Os arquivos que trafegam na sua rede O sensor calcula a impressão digital (o hash) de um arquivo que passa, para comparar com listas de vírus conhecidos. Ele não guarda o arquivo. A função de extração de arquivos não está carregada.
Senhas que trafegam na rede A captura de senha está desligada — e é desligada por padrão na ferramenta que usamos. Verificamos que ninguém a ligou.
O interior do seu HTTPS Não existe nenhuma interceptação de conexão segura na nossa operação — nenhuma ferramenta desse tipo está instalada ou rodando. Quando você acessa o seu banco, nós vemos que houve uma conexão com o banco. O que trafegou dentro dela continua cifrado, e continua ilegível para nós.

Agora o que vemos

Segurança sem visibilidade nenhuma não é segurança. O que a gente olha é a evidência de comportamento, não o seu trabalho:

Isto nós vemosPara quê
Registros de evento — quem entrou e quando, tentativa de login que falhou, ação de administrador, instalação e remoção de programaÉ como se descobre um invasor usando uma senha roubada: a conta é legítima, o comportamento não é.
Integridade de arquivos — tamanho, permissão, dono, data e a impressão digital (hash) de arquivos do sistemaSe um arquivo do sistema mudou sem que ninguém tenha instalado nada, alguém mexeu.
O texto do que mudou num conjunto pequeno e nomeado de arquivos críticos do sistema: o agendador de tarefas e as regras de quem pode virar administradorAqui a gente é explícito porque é a única exceção à regra de cima: nesses arquivos, saber o que foi inserido é o alerta. Um invasor que ganha acesso cria uma tarefa agendada para voltar depois — e é a linha inserida que denuncia. São arquivos de configuração do sistema, não arquivos seus.
Inventário — programas instalados, versões, portas abertas, processos em execução, contas do computadorPara saber o que existe, o que está desatualizado e o que apareceu sem explicação.
Checagem de configuração insegura e busca por rootkitEncontrar a porta aberta antes de alguém entrar por ela.
Algumas perguntas periódicas ao sistema — há ferramenta de acesso remoto rodando? que portas estão escutando? quem entrou por último?Ferramenta de acesso remoto instalada sem você saber é um dos golpes mais comuns contra escritório pequeno.
Metadados de rede — qual computador falou com qual endereço, que nome de domínio foi consultado, qual certificado e versão de segurança a conexão usou, e alertas de assinatura de ataque conhecidoÉ assim que se percebe um computador conversando com um servidor de criminoso. É o "envelope", não a "carta".
Postura do celular — versão do sistema, se a atualização de segurança está em dia, se o aparelho está cifrado, se tem bloqueio de tela, se há sinal de aparelho destravadoDetalhado na seção 3.

O que acontece com esse dado depois

Como você confere

2. O seu backup, e quem guarda a chave

Aqui a nossa resposta à pergunta do bisbilhoteiro não é uma frase — é uma escolha que colocamos na sua mão. Você decide quem guarda a chave que abre o seu backup, e a primeira das três saídas é não contratar o nosso backup. É por si só a prova que a gente poderia dar: quem pretendesse ler o seu dado não ofereceria a opção de ficar sem a chave — nem a opção de não entregar o dado.

Como o backup funciona, antes de falar de chave

As três saídas

Saída 0 — "eu já tenho o meu" Saída 1 — a chave é sua Saída 2 — a chave fica no nosso cofre
O que acontece Você mantém o seu backup e a gente não entra nele. Registramos a sua escolha — o backup é oferecido, nunca imposto. Você guarda a chave. Seus dados ficam no nosso armazenamento, cifrados com ela. Nós guardamos a chave, no nosso cofre de segredos.
A CyberCat consegue ler o conteúdo? Não existe backup nosso para ler. Não. E não é promessa de conduta: nós não temos a chave. Testamos abrir sem ela e o sistema responde que a senha está errada. Se nos obrigassem a entregar o seu conteúdo, não teríamos o que entregar. Tecnicamente, sim — a chave está conosco. Mas quem guarda a sua chave no cofre não é quem consegue lê-la: são identidades diferentes, com registro. Por isso este modo vem com a garantia auditável descrita abaixo.
Quem testa a restauração Você. E a gente te entrega, por escrito, como testar. Você — só você tem a chave. Nós recebemos apenas o veredito: funcionou ou não. Nós, num teste periódico que faz parte do serviço e está declarado em contrato.
O risco, dito sem rodeio A responsabilidade pela recuperação é integralmente sua. Se o seu backup falhar, nós contemos o ataque, mas não temos como devolver os arquivos. Perdeu a chave, perdeu o backup. Sem recuperação — nem por nós, nem por ninguém. Você depende da nossa disciplina. Mitigamos com registro e auditoria, mas é honesto dizer que é uma dependência.
O que fica combinado por escrito Uma recomendação técnica de como validar o seu backup, e um lembrete periódico se você quiser recebê-lo. Um termo de aceite desse risco, assinado. Sem ele, a gente não liga o seu backup. Um relatório de acesso à sua chave, que você pode pedir quando quiser.

Saída 1 — o que acontece se você perder a chave

Vamos ser diretos, porque isto não é letra miúda: o backup vira um monte de bytes ilegíveis, para sempre. Nós não conseguimos abrir. Não existe porta dos fundos, não existe chave-mestra, não existe procedimento de exceção — se existisse, esta saída seria uma encenação. Por isso, ao escolher este caminho, a gente pede que você assine um aceite explícito desse risco e recomenda guardar a chave em dois lugares físicos diferentes que não peguem fogo juntos. Nós ajudamos você a montar essa guarda, e não ficamos com cópia — nem "só por segurança".

Saída 2 — como você audita o nosso não-acesso

Neste modo a chave fica no nosso cofre, e o que sustenta a promessa não é a nossa palavra: é o registro, que é gerado pelo próprio cofre e não por quem acessou.

3. O celular

São dois aplicativos, e cada um faz uma coisa. O CyberCat Portal é a sua janela para o serviço: casos, o que a gente fez por você, situação dos seus aparelhos. A CyberCat Defesa cuida do próprio aparelho.

O que os aplicativos não veem

Não vemosPor que não conseguimos
Localização, contatos, mensagens, registro de chamadas, fotos, câmera, microfone Nenhum dos dois aplicativos pede essas permissões. Sem a permissão, o Android e o iPhone não entregam o dado — e você pode conferir isso você mesmo, nas configurações do seu aparelho, na tela de permissões do aplicativo.
A lista de aplicativos que você instalou A Defesa não pede a permissão que o Android exige para enumerar aplicativos. O que registramos é apenas o nome de um aplicativo que viole uma política de segurança acordada — não o seu inventário.
Os endereços que você acessa Detalhado abaixo — é o ponto mais delicado, e o que mais merece explicação.
Quem você é, pelo número do aparelho O identificador que a Defesa usa é um número sorteado na instalação. Não é o IMEI, não é o número de série. Se você desinstalar e instalar de novo, ele é outro.

O filtro de endereços maliciosos — como ele não vira vigilância

No Android, a Defesa bloqueia domínios de golpe e de vírus. A maneira preguiçosa de fazer isso seria mandar cada endereço que você acessa para um servidor nosso, perguntar "pode?" e responder. Não é o que fazemos, e a diferença importa:

Uma precisão honesta: dizer "os endereços que você acessa não são enviados a ninguém" seria bonito e seria errado — eles continuam indo ao servidor de nomes da sua rede, como sempre foram. O que é verdade, e é o que importa, é que eles não são enviados à CyberCat.

O que os aplicativos veem

Como você confere

4. O que ainda não está pronto

Uma página de transparência que só lista virtude não é transparência. Estas são as coisas que a gente ainda não faz, e que um dia queremos poder afirmar aqui:

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Encarregado pela Proteção de Dados (DPO): Otávio Brum da Silva.
Veja também a Política de Privacidade e a Privacidade do app CyberCat Portal e a Privacidade do app CyberCat Defesa.
Última atualização: 15 de agosto de 2026.